Bom dia leitoras(es),

Quanto tempo que eu não posto nada aqui não é?

Acabo de voltar de Miami e nos próximos dias farei uma coletânea de dicas pra todo mundo que está planejando ir pra lá.

A primeira parte será sobre o Romero Britto. O artista pernambucano de 47 anos possui uma galeria na Lincoln Road, um dos pontos mais agitados de Miami Beach, no sul da Flórida.

Tive a sorte de passar por sua galeria na quinta e ser convidada pelo Merchant a retornar no domingo, dia que o próprio Romero Britto estaria lá autografando as peças. A galeria é maravilhosa e estava lotada no dia. A fila para os autógrafos era gigante, mas valeu a pena. Hoje posso dizer que tenho uma peça dele e o melhor autografada.

     Alegres e coloridas, as telas de Romero Britto decoram a casa de dezenas de celebridades. A lista é variada: de Arnold Schwarzenegger e Madonna a Bill Clinton, Carlos Menem e Ted Kennedy; de Andre Agassi e Michael Jordan a Xuxa e Paloma — esta, filha de Pablo Picasso. Seus quadros são vendidos por até US$ 120 mil.     Mais bem-sucedido no Exterior, Britto tem investido em outras áreas. Já criou peças publicitárias para Pepsi-Cola, Disney, IBM e Apple. Sua obra vem sendo usada em embalagens, na moda e até em carros como o Bentley exposto em sua galeria.     Romero Britto tornou-se conhecido quando o executivo de uma marca de vodca (Absolut) teve a idéia de transportar suas imagens para uma peça publicitária.

     No começo, vendia as telas na rua, exatamente como fazia no Recife. Veiculado em 63 revistas, o anúncio abriu as portas para Britto. Operário e operoso, estima ter pintado 5 mil telas, que são vendidas em 70 países.Hoje em dia, 80% de seu trabalho é encomendado: de retratos das cantoras Gloria Estefan e Whitney Houston a selos para as Nações Unidas. Cobra de 8% a 15% nos contratos de licenciamento, com os quais faturou, no último ano, US$ 2 milhões.     Casado com uma americana, pai de um adolescente de 14 anos, Britto sente-se em casa nos Estados Unidos. Tanto é que foi o único artista brasileiro a participar da Cow Parade, evento que, em 2000, espalhou 500 esculturas de vacas em tamanho natural nas ruas de Nova York.     Há quem compare seu trabalho ao de ícones da arte contemporânea como Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Eillen Guggenheim, descendente dos fundadores do Museu Guggenheim, é um deles. No Brasil, os críticos torcem o nariz.

      Suas peças estão espalhadas pelo mundo, mas em Miami (sua residência a 20 anos) elas se concentram e enfeitam ruas, parques, shoppings e condomínios. (algumas delas vocês podem ver nesse post). Dono de galerias no Brasil e nos EUA (uma na Rua Oscar Freire em São Paulo e a outra na Lincoln Road em Miami), o artista abriu recentemente um restaurante temático também em Miami. O mote, claro, são suas obras. (Esse último infelizmente não tive o prazer de conhecer).

Verdade é que uma das grandes felicidades da minha viagem foi poder voltar pra casa com uma peça autografada dele pra mim: “para Luiza, Beijos R. Britto” (UM FOFO). Arrependi de não ter comprado uma de suas malas, cada uma mais linda que a outra, pena que custavam no mínimo 300 dólares.

Uma das frases que eu li na pesquisa para o post que resumem Miami:

” É MAIS FÁCIL ACHAR UMA REFERÊNCIA AO ROMERO BRITTO, DO QUE ACHAR ALGUÉM QUE FALE INGLÊS EM MIAMI…”   

 Até mais!