Em NY, arquitetos mostram projeto da mesquita próximo ao Marco Zero

Prédio deve ser feito a 2 quadras do local dos atentados do 11 de Setembro.
Americanos compararam obra à Fortaleza da Solidão do Super-Homem.

Concepção artística feita pelo escritório de arquitetura SOMA mostra como seriam a mesquita e o centro comunitário propostos para a região do Marco Zero, em Nova York.As legendas estão na ordem das fotos:

1 – Concepção artística feita pelo escritório de arquitetura SOMA mostra como seriam a mesquita e o centro comunitário propostos para a região do Marco Zero, em Nova York. (Foto: AP)

Outra imagem mostra como seria o interior da construção.

2 – Outra imagem mostra como seria o interior da construção, que terá 16 andares, dois deles dedicados ao local de prece dos muçulmanos. Além disso, ele deve ter academia, creche, auditórios, restaurante e locais para exposições de arte, entre outras instalações. (Foto: AP)

A construção da mesquita encontra oposição nos EUA.

3 -A construção da mesquita, a duas quadras do local dos ataques do 11 de Setemrbo, encontra oposição nos EUA, mas já tem a aprovação das autoridades da cidade. (Foto: AP)

A imprensa americana afirmou que o projeto lembra a 'Fortaleza da Solidão' do Super-Homem nas histórias em quadrinhos.

4 – Arte mostra como ficará o prédio à noite. A imprensa americana afirmou que o projeto lembra a ‘Fortaleza da Solidão’ do Super-Homem nas histórias em quadrinhos. O arquiteto responsável, Sharif El-Gamal, disse que o objetivo era conciliar a arquitetura islãmica com o estilo de Nova York. (Foto: AP)

El-Gamal negou que tenha sido colocado um novo entrave para o centro, que já tem permissão para ser erguido no número 51 da rua Park Place na baixa Manhattan, a duas quadras do lugar onde ficavam as Torres Gêmeas até serem destruídas pela Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001.

O organizador descartou a possibilidade de o projeto ser transferido para a rua Cliff, a aproximadamente sete quadras do Marco Zero, como tinham afirmado alguns meios de comunicação, segundo os quais os responsáveis pelo projeto – entre os quais também está o imã Feisal Abdul Rauf – tinham cedido às pressões.

O centro, de caráter comunitário e aberto a todo o público, terá, além dos espaços religiosos, instalações tão variadas como uma piscina, salas de exposições, salas de aula, um restaurante e uma escola de culinária, assim como um espaço em memória das vítimas dos atentados de 2001.

A opinião pública se dividiu entre os que apoiam o direito de construir o centro islâmico e aqueles que acham que o projeto é uma falta de respeito às vítimas do 11 de setembro. Ambos os lados fizeram intensas manifestações por ocasião do nono aniversário dos atentados.

No entanto, segundo El-Gamal, a comunidade dessa área de Nova York é “amplamente favorável” ao centro islâmico, “um projeto que desejam para um bairro que está sendo revitalizado de forma acelerada, e que nós visualizamos como uma maneira de devolver à comunidade tudo o que nos deu”.

De acordo com ele, a polêmica gerada pelo projeto foi “reveladora” para ele, que disse ter se dado conta das incontáveis “inexatidões” com as quais a imprensa e vários americanos tratam o islã, e atribuiu a controvérsia ao “medo que torna as pessoas irracionais”.

“Nós, muçulmanos, somos americanos pacíficos”, explicou o responsável pela construção, que nasceu no bairro nova-iorquino do Brooklyn e tem mãe polonesa de origem católica e pai egípcio muçulmano.

El-Gamal conclamou seus compatriotas a verem o islã como uma religião “pacífica” e lamentou que “os extremistas” tenham roubado “a verdadeira identidade dos muçulmanos”.

Acredito que o projeto seja monumental, mas ainda não consegui entender a razão de espaços tão diversos como academia, creche, auditórios, restaurante e locais para exposições de arte, piscina e uma uma escola de culinária em um edifício entitulado de mesquita.

Até mais!

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